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COUTO MIXTO LAMADARCOS MANDIN

UM POVO UMA FALA

COUTO MIXTO LAMADARCOS MANDIN

UM POVO UMA FALA

RECUPERANDO A HISTÓRIA DO COUTO MIXTO LAMADARCOS-MANDIN

08.01.12, vero fillodateresa netodorevidas

RECUPERANDO A HISTÓRIA DO COUTO MISTO LAMADARCOS-MANDIN

 

O destinho o muito tozudo, e apesar da raia marcada na cartografia do ano 1864 pelos estados de Espanha e Portugal, a verdade é que os vecinhos do vale do Tâmega continuamos a fazer pouco caso da referida divisão.

 

Bem verdade que a nova fronteira causou em seu tempo separações reais de famílias, que optaram por cerca de nacionalidade portuguesa e outras pela nacionalidade espanhola, mas no dia a dia continuamos a ser vecinhos da raia seca, o que o Xico de Mandin chama "couto mixto mandin-lamadarcos "

 

A fronteira tem dado lugar a uma forma de vida maior da do campo, assim a minha mãe "Teresa a padeiro" junto com Benita de Mandin, levavam o pão a Lamadaracos, em especial a Manuel Benito que tinah uma loja, "O Ghorras" com o qual trocava o pão por parte de cordeiro, o Airas que comprava pão, e a Maxemina que o gardaba se non se vendia, D. Manuel da casa grande que era o que mais comprava, e Amadeo que tinha uma casa grande com loja também em Chaves. A mudança traise café, bacalhao, cordeiro, sabão, etc. Tudo isso sem citar o contrabando do Estanho onde estavam envolvidos todos, incluindo a GNR e os Carabineros.

 

Passaram os anos, e a possibilidade de emigrar para a Europa levou a que na década de sessenta ambas fregresias, Mandin e Lamadarcos, ficaran praticamente desabitadas.

 

Nestes tempos de hoje ainda é a gente que mantém as relações que há anos eram de parentesco, e hoje são de amizade. Um deles eo Xico de Mandin e João Aires de Lamadarcos entre outros.

 

Com este blog o que pretendo e que os que tivemos que emigrar possamos recuperar as nossas raízes através das histórias que possamos ir contando, e chegar a recuperar parte da boa vecinhanza que houve no passado recente.

 

Durante muitos anos os casamentos entre mandilexos e de lamadarcos era muito comum, entre outros eu cito a dos Garcia, Martinez, Salgueiro, Aires, etc. Muitos destos apelidos são mudados a língua castelhana, e muitas vezes de formas infelizes, sendo que os de um lado e outro da Riveira sempre usamos a mesma língua o galego-português, que actualmente engadironlhe a direrença do sotaque português, a grafia castelhanos, o que em vez de ajudá-lo para entender melhor, ainda nos alexa mais.

 

Um exemplo desta mistura e a de Aires que passa a ser Arias:

 

Francisco Arias (<1830?) filho de João Aires (Juan Arias) e Maria Eugenia Gonçales de Lamadarcos, casa com Rufina Gonzalez de Mandin, que ten sete filhos, um deles Nicolas Arias meu bisavô, e outro Juan Arias avo de José Macia Arias, que nasceu no Brasil, Jogador do Santos e da seleção Brasileira, com o número 11, e compartilhando equipa, durante doce ano, com o famoso Pele (10). Portanto sangue de Lamadarcos e Mandin, tambem de Rabal.

 

Aqui vos deixo uma foto cedida por sua prima Cristina Gonzalez-Arias Flores, onde aparece o lado de seus tios Marcelino Arias e Isaac Gonzalez Arias, todos descendentes de Francisco Arias de Lamadarcos.

 

(Se você tende algum outro exemplo ou história, mesmo que seja muito mais modesta, enviar para o e-mail: silveriogarciasalgueiro@gmail.com e publicareina no blog)

* Sinto escrever tão mal, sou uma vítima do sistema educativo Espanhol que só me ensinou a escrever em castelhano, lingua oficial do estado, ignorando que em Espanha temos mais linguas, entre elas a lingua dos meus antepasados: o galego-portugues, que nos une ao mundo lusofano de nada menos que mais de doiscentos milhons de falantes, toda unha riqueza que non debemos desaproveitar tanto portugueses como espanhois, e digo ben espanhois, pois o problema e xeneralizado ao longo de toda a raia dende a Guarda ate Ayamonte.

 

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